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Enjôos na gravidez

03/11

Enjôos na gravidez

Cuidados na alimentação e nos hábitos ajudam a diminuir o mal-estar

 

Você não pode nem sentir o cheiro daquela comidinha que antes era a sua preferida? Corre para o banheiro a cada duas horas? Nada é capas de parar no seu estômago? Qualquer gestante sabe bem o que é isso. Nos primeiros meses de gravidez, a alegria e as expectativas são sempre acompanhadas de náuseas e muitos enjôos. Pesquisas apontam que 80% das grávidas sofrem com esse mal estar. Mas, ainda que não dê para evitar, atitudes como controlar a freqüência, a quantidade e a qualidade do que você anda comendo podem amenizar esses sintomas e trazer alívio – afinal, o que você quer mesmo é poder desfrutar deste momento único que é a gravidez.
Os enjôos são ainda mais freqüentes pela manhã, quando o estômago ainda esta vazio e podem surgir vômitos e salivação excessiva. Durante a gestação, o corpo lúteo – resto das células do folículo dentro do qual estava o óvulo – produz uma maior quantidade do hormônio progesterona, que combinado com o hormônio HCG (gonadotrofina coriônica humana, eliminado pelo embrião ao se aderir ao útero), faz com que o cérebro fique mais sensível aos estímulos para o enjôo.

Possíveis causas    
Além das alterações hormonais, a redução dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, a digestão mais lenta e o aumento na sensibilidade do olfato também deixam a gestante mais predisposta a enjôos. Mas a boa notícia é que, eles desaparecem a partir do quarto mês de gestação.    
Alguns pesquisadores relacionam os enjôos, ainda, a causas emocionais. Brigas de casal e de família, por exemplo, sobrecarregam a mente e aumentam as sensações negativas, deixando a grávida mais sujeita ao mal-estar. Isso porque a tensão e a ansiedade do dia-a-dia podem ser refletidas no aparelho digestivo. Uma pesquisa recente realizada na Universidade de Liverpool, na Inglaterra, no entanto, afirmou que os enjôos sentidos durante a gravidez são, na verdade, um mecanismo da natureza para impedir que a gestante coma alimentos pouco saudáveis que possam prejudicar o desenvolvimento do bebê. Os cientistas chegaram à conclusão de que as náuseas e os vômitos das grávidas estão associados ao alto consumo de açúcar, álcool, óleos e carne.
Em alguns casos, os enjôos tomam tamanha proporção que a gestante acaba tendo seu sono comprometido, perda de apetite, e a vida do neném pode ser colocado em risco. É a chamada hiperemese gravídica: Nesses casos, o vômito se torna uma constante e nada pára no estômago da mulher. Ela pode acabar tendo alterações de eletrólitos (sódios, potássio e cálcio) sendo, necessária sua internação. Nesta situação, é comum que a gestante acabe sofrendo um quadro de desidratação, então alguns cuidados extras precisam ser tomados. Se os enjôos são seguidos de vômitos, além de ter risco de desidratação há risco de redução de sódio e potássio, nutrientes essenciais para o funcionamento cardíaco.    
Diante de tantos enjôos, o melhor é não comer, certo? Errado! Muitas grávidas acabam optando por não se alimentar achando que o estômago vazio não tem o que botar para fora, mas é bom lembrar o velho ditado que diz “saco vazio não para em pé”. Evitar comer agrava a situação e pode levar a mãe a um quadro de desnutrição, além de aumentar o risco de má formação de feto. Quando comemos com freqüência mantemos regulares os níveis de enzimas, a pressão arterial fica controlada e evitamos hipoglicemias que são facilitadores dos enjôos. Por isso, cuidar da alimentação é o primeiro passo para quem quer manter os enjôos bem longe!

Alguns alimentos possuem a propriedade de combater o mal-estar. Alimentos cítricos, gelados, com aroma fraco, suco de frutas, sorvete, gelatina, biscoito simples, sopas frias, saladas, legumes crus ou refogados, purê de batata, arroz e massas simples são muito bem-vindos. Já outros favorecem e até agravam o quadro. Os alimentos gordurosos, quentes, fritos, doces ou com muito odor, como os alimentos condimentados dever ser evitados.

Além da escolha adequada dos alimentos, a quantidade ingerida e a freqüência com que as refeições são feitas são fatores de extrema importância. A gestante deve comer a cada duas ou três horas, desde que a quantidade e a qualidade da comida sejam equilibradas a ponto de não permitir um ganho de peso excessivo ou a ingestão insuficiente de nutrientes. O ideal é que sejam feitas de seis a sete pequenas refeições, sendo uma delas durante a noite, quando a gestante acordar para ir ao banheiro, por exemplo.
Frutas indicadas: abacaxi, kiwi, laranja, limão e água-de-coco.
Frutas contra-indicadas: banana, manga, abacate, fruta-do-conde, graviola e pêssego.

Dicas para evitar os enjôos        
Anote as medidas simples que podem minimizar os enjôos e trazer o bem-estar de volta neste período. Fique atenta:        

1. Evite o estômago vazio ou cheio demais. Faça de seis a sete pequenas refeições por dia, uma a cada duas out três horas. E reserve uma delas para a noite.        

2. Os enjôos são mais freqüentes pela manhã, portanto, ainda na cama, coma alguns biscoitos de água e sal, espere alguns minutinhos e então levante.         

3. No café da manhã prefira biscoitos de água e sal, torradas, sucos, frutas e cereais. Eles são de fácil digestão e não sobrecarregam seu estômago. Nos lanches, boas opções são: sorvetes, frutas e barrinhas de cereais.

 

4. Não escove os dentes logo após o café da manhã. Algumas gestantes afirmam que a prática favorece os enjôos. Tome um banho e só então faça a higiene bucal.

 

5. Evite comidas quentes, processadas, gordurosas, com muito açúcar e com aroma forte. Elas demandam mais tempo para serem digeridas. Coma alimentos ricos em carboidratos, como arroz, macarrão e batata. Grãos, cereais e alimentos com proteínas também são uma boa alternativa, já que são menos propensos a causar náuseas. 
6. Não deite após as refeições. O hábito dificulta a digestão e ainda favorece a queda de glicose no sangue.        

7. Fique longe de álcool, cigarro e café. Além de fazerem mal ao bebê, essas substâncias atrapalham o trabalho do estômago.

 

8. O emocional abalado favorece o mal-estar. Evite os exercícios intensos, mas ocupe a mente com alguma atividade que traga prazer.

9. Os líquidos durante as refeições dificultam a digestão. Procure evitá-los nesse momento.

10. Os alimentos cítricos favorecem a digestão. Experimente colocar algumas gotas de limão na água para diminuir os enjôos.  

11. Consulte seu médico sobre a necessidade de suplementos de vitamina B6. A deficiência dessa vitamina causa distúrbio gastrointestinais.

 

Texto retirado: http://www.materlife.com.br/materlife/?p=365

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